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Lula terá mais dificuldade agora do que em 2003, diz Otto

Senador considera que petista recebe o país num cenário de “terra arrasada” e com “recursos escassos”

Recursos escassos e graves problemas de infraestrutura, heranças da gestão de Jair Bolsonaro (PL), devem criar maiores dificuldades para o presidente Lula (PT) neste terceiro mandato do que em 2003, quando assumiu pela primeira vez, sucedendo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A avaliação é do senador Otto Alencar (PSD), que classifica o cenário recebido pelo petista, 20 anos depois, como “terra arrasada”.

Em entrevista ao programa Isso é Bahia, da rádio A TARDE FM 103.9, nesta segunda-feira, 30, o político baiano afirmou que sem a aprovação da chamada PEC da Transição, que assegurou aumento de recursos para gastos públicos, serviços básicos estariam seriamente comprometidos. De acordo com Otto Alencar, foi preciso, por exemplo, injetar mais R$ 23 bilhões na saúde para manter o SUS em funcionamento.

“Não é fácil reverter. O momento dele agora, em 2023, será mais difícil do que em 2003. Vai ter mais dificuldade porque tem algumas áreas que o ex-presidente Bolsonaro deixou em situação bastante adversa, saúde, educação, infraestrutura, e outras atividades, que deixaram muito a desejar no governo Bolsonaro”, explicou.

O senador também criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por incentivar durante todo o mandato ataques à democracia e golpe de estado por meio das Forças Armadas, resultando nos atos violentos que vandalizaram prédios dos três poderes em Brasília, no dia 8 deste mês. Otto Alencar considera que o episódio, apesar de envolver omissão de agentes públicos e do próprio governador afastado do Distrito Federal, Ibanes Rocha (MDB), comprovou a fragilidade da Legislação, e afirmou que vai apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional para criar o Conselho de Segurança do DF.

“Será deliberativo e liderado por um membro, indicado ou titular, do GSI [Gabinete de Segurança Institucional]. Este Conselho vai dar condição para que o governo federal tenha na Segurança do Distrito Federal representantes não só do poder Executivo, do Ministério Público, do Poder Judiciário, da OAB, e que possa ter reunião permanente em risco da democracia ou ameaça ao presidente da República”.

Durante a entrevista aos jornalistas Jefferson Beltrão e Ernesto Marques, Otto Alencar também foi questionado sobre a eleição para a presidência do Senado e não teve dúvidas em apostar na vitória de Rodrigo Pacheco (PSD), que disputa o comando da Casa com o candidato bolsonarista Rogério Marinho (PL). O senador baiano acredita que Pacheco tem votos suficientes para ser reeleito e destacou o papel que ele teve em momentos de tensão política no país.

“Rodrigo Pacheco foi um presidente equilibrado. Ele pautou as matérias todas importantes, de interesse do povo brasileiro e também encaminhadas pelo presidente da República, como medidas provisórias, mas teve equilíbrio, bom senso, altivez e não se submeteu, como desejava o presidente, a tomar decisões que poderia estimular aquele estado de beligerância, que o presidente colocou, contra os poderes da República, sobretudo contra o Poder Judiciário”.


Fonte: A tarde

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