Essa definição é importante para definir os critérios de cofinanciamento federal para a Atenção Primária à Saúde
Profissionais de saúde pública destacaram a necessidade de priorizar doenças infecciosas silenciosas, saúde mental e a saúde de pessoas em vulnerabilidade social como indicadores-chave no desempenho da Atenção Primária à Saúde (APS), principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa, realizada pela organização ImpulsoGov para o Ministério da Saúde, tem o objetivo de sugerir áreas que precisam de melhorias no sistema público de saúde.
Os resultados indicaram que, além de temas já consolidados como saúde de gestantes, doenças crônicas e saúde infantil, há uma demanda crescente por atenção a doenças infecciosas como tuberculose, hanseníase e hepatites virais, que foram destacadas por 51,5% dos profissionais de saúde.
Outro ponto importante é a saúde de pessoas em situação de vulnerabilidade social, escolhida por 50,2% dos respondentes, e os transtornos mentais, incluindo abuso de álcool e outras drogas, com 49,4% das preferências.
Essa priorização é relevante para definir os critérios de cofinanciamento federal para a APS no SUS, que leva em conta o cumprimento de metas estabelecidas para as unidades de saúde. O atual modelo de transição foi implementado após a revogação do Previne Brasil, criado em 2020 durante o governo de Jair Bolsonaro.
A pesquisa, realizada em 1.368 municípios brasileiros, contou com a participação de 3.262 profissionais de saúde, incluindo agentes comunitários, enfermeiros, médicos, dentistas e técnicos de enfermagem.
Além do ranking geral, o estudo analisou as percepções por cargos, regiões e vulnerabilidade dos municípios, oferecendo uma visão ampla das prioridades na atenção primária à saúde.
Fonte: Muita Informação

